LIBERDADE

Com um cravo vermelho no cabelo e a liberdade na ponta dos dedos, escrevo sobre um tema que me inspira todos os dias: A LIBERDADE.

Muitos de nós nascemos num país livre, sem nunca termos conhecido o sabor amargo da ditadura. Por isso, damos como um dado adquirido, direitos outrora conquistados por pessoas de coragem. Pessoas, que um dia ousaram pensar de forma diferente, questionando o estado das coisas.

Liberdade e arte, são duas palavras que se complementam. Muito maiores que qualquer definição existente no dicionário, são sinônimos de coragem. Seja através da música, poesia, fotografia, pintura, ou outra forma de expressão artística, a arte tem marcado presença nos momentos mais importantes da história. Passados 49 anos, conseguimos romantizar a revolução que pôs fim à ditadura em Portugal. Uma revolução que, numa descrição muito breve, começou com música e terminou com flores. Mas é importante perceber que a liberdade é uma conquista diária, que deve ser encarada como um objetivo comum.

A célebre frase “o povo unido jamais será vencido” continua tão atual como em Abril de 1974. Numa sociedade que parece cada vez mais desunida, nunca é demais relembrar os valores de Abril. Cabe a cada um de nós, ser parte activa. Intervenientes de um mundo que se quer livre, para criar, para comunicar, falar, expressar sentimentos, criticar ou concordar. Uma infinidade de possibilidades que só a liberdade nos permite. Por isso, vamos cuidar uns dos outros e da melhor herança que poderíamos ter recebido.

Viva a Liberdade, viva o 25 de Abril, hoje e sempre!